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Marinha do Brasil comemora 154 anos da Batalha Naval do Riachuelo

  • Publicado em 11/06/2019

Fonte: Secom/MT

Autor: Protásio de Morais |

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Autor da Foto: Cópia do original de Vitor Meirelles: a Batalha Naval do Riachuelo. Autor: Oscar Pereira da Silva (1867-1939). - Foto por: Reprodução

do Paraguai. “Mas o Brasil tinha uma vantagem enorme, sua marinha de guerra era composta por 42 navios, mais de 200 bocas de fogo e 4 mil homens bem treinados. Os aliados sabiam que a única forma de vencerem as forças paraguaias era por meio de ações navais na bacia do Prata, com o objetivo de isolar as várias unidas terrestres paraguaias espalhadas pela Argentina e Brasil”, analisa o professor. 
A batalha naval
Sem estradas, era pela bacia do Prata que os exércitos se comunicavam, transportando ordens, munições e suprimentos. Assim, quem dominasse os rios, estaria um passo à frente do adversário. “Solano Lopez sabia disso e assim planejou um ataque surpresa contra a esquadra brasileira, ancorada ao longo do arroio Riachuelo, um dos afluentes do rio Paraguai, na província argentina de Corrientes”.
O plano era atacar os navios brasileiros nas primeiras horas da madrugada do dia 11 de junho de 1865, mas algumas embarcações paraguaias tiveram problemas. Com o atraso, o fator surpresa foi por água a baixo. A esquadra brasileira liderada pelo então almirante Francisco Manuel Barroso da Silva foi alertada às 9h da manhã, sobre a aproximação dos navios paraguaios. Rapidamente entrou em formação de batalha.
A força paraguaia era formada por oito navios com 38 bocas de fogo, 1200 atiradores do exército e alguns canhões estrategicamente posicionados nas barrancas da foz do Riachuelo. O ataque começou com a frota paraguaia descendo o rio e atacando a frota brasileira. Com a troca de tiros, algumas embarcações de ambos os lados foram danificadas.
Próximo das 11h, tem início a segunda carga, dessa vez é a frota brasileira que toma iniciativa e segue em direção ao inimigo. Os canhões paraguaios posicionados nas encostas abrem fogo e danificam seriamente a Corveta Belmonte (navio de guerra que serviu a Armada Imperial Brasileira). Por volta do meio dia, a situação da frota brasileira é crítica, com dois navios encalhados e a Corveta Parnaíba correndo risco de ser capturada.
Mas quando tudo parecia perdido, por volta das 13h, duas embarcações brasileiras chegaram para socorrer a Corveta Parnaíba, obrigando os paraguaios a abandonarem a abordagem. A bandeira brasileira foi novamente hasteada. Às 14h, a batalha estava indefinida, com muitas baixas de ambos os lados”, detalha.
A Fragata a vapor Amazonas, da frota brasileira, avançou águas a cima lançando-se contra o Vapor Jejuy (navio de guerra da Armada Paraguaia), que naufragou. Em seguida, a Fragata Amazonas de Barroso atacou várias outras embarcações, desmontando a frota paraguaia que se viu tragicamente reduzida a cinco navios, batendo em retirada às 17h30.
Com a vitória brasileira, o Paraguai perdeu grande parte da sua força naval, dando à Tríplice Aliança, o controle sobre bacia do Prata, resultando no isolamento das várias unidades terrestres paraguaias que combatiam na Argentina e no Brasil. Apesar do Paraguai ainda possuir uma força terrestre superior, sem o controle da bacia Platina, as tropas de Solano Lopez foram obrigadas a recuar, iniciando uma longa e desgastante guerra defensiva.
Consequências
A Batalha Naval do Riachuelo impôs uma séria derrota ao Paraguai. Embora a guerra tenha se prolongado até 1870, a vitória nessa batalha foi determinante para o avanço dos aliados, contribuindo para a derrota paraguaia.
Quando o assunto é Guerra do Paraguai, existem muitas pesquisas que divergem em alguns pontos, números e motivações. Entretanto, é certo que todos os pontos de vista consolidam o entendimento de que, à época, quem dominava os rios dominava a guerra.  
“Uma legitima e intrigante batalha naval nos rios do Prata. Foi travada nos espaços reduzidos dos rios, com bancos de areia que tornavam as manobras difíceis, exigindo daqueles que desconheciam a região, maior agilidade e capacidade de decisão”, atribui o professor Maurim.